Dados: qual a relação entre Big Data e Data Driven?9 min read

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Mulher branca de óculos analisando gráficos financeiros.
Qual a relação entre B

Atualmente vivemos uma realidade bastante impactada pelo volume massivo gerado de dados.

Por isso é comum vermos conceitos como o Big Data, que analisa e interpreta volumes absurdamente grandes de dados para atribuir significado e torná-los informações úteis. Já o Data Driven usa os mesmos dados, porém tratados, para implementar soluções que melhorem os resultados.

Falar de dados pode parecer um assunto complicado, mas não é. Um pouco de reflexão e exemplos práticos ajudarão no entendimento dos fundamentos em dados, e será mais fácil fazer correlações entre Big Data e Data Driven para tomar decisões mais assertivas na sua empresa. Vamos ao que interessa!

O que são dados?

Dado vem do latim datum, que quer dizer oferecido.

Dá para entender que dado é algo que se deu, que está disponível, foi entregue etc.

Um dado é a unidade elementar de informações não interpretadas e não estruturadas, esse dado representa fatos e ideias na sua forma bruta.

Outra interpretação é que o dado é uma representação quantificada de algo, e que obtemos da realidade.

Dados sozinhos são chamados dados ou material bruto, o qual inclusive é muito importante, porém tem valor limitado.

Dados podem ser números, caracteres ou imagens em sua forma bruta, sem interpretação.

A questão é que um dado sozinho não diz muita coisa, ele precisa ser analisado e tratado para trazer algum resultado.

Embora os dados sejam representações da realidade, o seu significado não aparece de forma explícita, é preciso de análise e tratamento para esses dados fazerem sentido e terem valor.

Ao falar do assunto, logo vem à cabeça a ideia de números, porém palavras e imagens também são dados.

Depois que o dado é tratado, analisado e eventualmente combinado com outros dados, ele se torna informação, ou seja, aquele dado que antes era bruto, passou a ter significado.

Exemplo: Quando geramos relatórios no sistema só vemos os números, então os dados são esses números. O relatório diz que seu analista financeiro gerou 30 segundas vias de boletos em um mês. Como esse número (30), não te diz nada por si só, aí entra a análise e tratamento desse dado.

Ao tratar um dado o objetivo é aumentar o seu valor de modo que se possa colher resultados positivos frutos do seu tratamento.

O que Informação tem a ver com dados?

A informação é o resultado da análise e tratamento dos dados, ou seja, é na qualificação desse dado que ele de fato ganha valor.

Quando um dado é trabalhado ele tem potencial de adquirir significado, ao ser tratado ele se transforma em informação.

No livro “Dicionário de Comunicação” temos uma interpretação interessante que diz:

“ A informação é o significado que um ser humano atribui a dados, por meio de convenções usadas em sua representação. – dados sozinhos, embora expressem valor, pouco informam.”

Na prática é mais conforme o exemplo abaixo:

Exemplo: No mesmo exemplo do boleto,se analisarmos esse dado “30 segundas vias de boletos por mês, primeiro você pode considerar que ao gerar uma segunda via já conta como um retrabalho, portanto tempo gasto além do previsto. Se o analista demorou 5min para gerar cada título, no final da conta foram no mínimo 2h30min gastas e por aí vai… E em cima dessa informação você pode tomar alguma ação.

Basicamente é a análise que traz valor ao dado, pois ao analisar você entende detalhes daquela realidade. Já a forma de chegar ao melhor tratamento de dados possível é unir os dados vindos de plataformas com a análise de pessoas competentes.

Essa união já é o que funciona no tratamento dos dados dentro das empresas:

  • Pessoas: desempenham um trabalho essencial no processamento de dados da organização, mesmo com tanta tecnologia de ponta, ainda assim o olho humano percebe detalhes que as máquinas ainda não conseguem enxergar.
  • Plataformas: A tecnologia vem para melhorar o trabalho e facilitar a vida das pessoas, por isso apoiar seu operacional com soluções tecnológicas não somente melhora o trabalho, mas também a maneira como os dados são tratados, para que isso faça sentido na hora de direcionar os rumos da empresa.

Alexander Azevedo em seu livro“Perspectivas contemporâneas em administração e organizações” diz que:

“as informações são o resultado dos dados devidamente tratados, comparados, classificados, relacionáveis entre outros dados servindo para tomada de decisões e para melhor noção do objeto estudado.”

Como transformar dados em Conhecimento?

O dado analisado e tratado que se tornou informação agora com aplicação prática é chamado de conhecimento.

O conhecimento é o resultado da compreensão do significado da informação.

Neste estágio é possível usar esse conhecimento para alguma ação específica.

Uma boa definição de conhecimento é a capacidade humana de compreender as coisas, para aplicá-lo e criar experiências com valor agregado.

Com base no conceito acima podemos ver que o papel do conhecimento é realmente caracterizar uma informação

Exemplo: No nível do conhecimento as 30 segundas vias de boletos tiradas no mês mostraram que o analista perde em média 2h30min a mais por mês somente com essa tarefa. Essa informação vira conhecimento ao ser usada e resolver melhor um processo. Imagine que dessas 30 segundas vias um dos clientes teve seu boleto fraudado por conta de um envio sem segurança. Pensando de maneira lógica o conhecimento resultante desse cenário é uma solução mais segura e eficiente de acesso aos títulos, assim como uma instrução para os clientes de como será o novo processo de obtenção de soluções financeiras.

O objetivo do conhecimento aqui é alcançar resultados a partir do conteúdo obtido do tratamento de dados.

O conhecimento tem algumas classificações que ajudam a entender melhor, assim como uma solução prática conforme abaixo:

Conhecimento tácito

O termo tácito vem do latim tacitus, significa “não expresso por palavras”.

O conhecimento tácito é contido nas ações e no comportamento das pessoas e não pode ser explicado, reconhecido e transmitido sem a determinação e auxílio do indivíduo.

Esse conhecimento é caracterizado pela subjetividade, adquirido com experiências e vivências de cada pessoa.

Conhecimento explícito

O termo explícito vem do latim explicitus, significa “declarado, claro”.

O conhecimento explícito já foi ou pode ser articulado, codificado e armazenado de alguma forma ou meio. Ele é formal, sistemático, comunicável e pode ser representado em texto, imagens e números. Tem a finalidade de comunicar dados, informações e modelos para melhorar um entendimento a respeito de algo.

Esse conhecimento pode ser prontamente transmitido para outras pessoas, pois suas informações são semelhantes às encontradas em bases de conhecimento, blogs, wikipedia, etc.

Gestão do conhecimento

A gestão do conhecimento vem do conceito em inglês, Knowledge Management.

A gestão do conhecimento é o processo de criar, compartilhar, usar e gerenciar o conhecimento.

Aqui temos uma ligação forte com o Data Driven, já que a gestão do conhecimento se ocupa em alinhar o tratamento e análise de dados da organização a ponto de trazer informações úteis para nortear a tomada de decisão a ser mais assertiva.

A relação entre Big Data e Data Driven

Nossa realidade atual é bastante impactada pelo volume massivo de dados, inclusive esse é motivo de surgirem soluções para esta questão.

Esse é o caso do Big Data, que motiva a análise e interpretação de volumes extremamente grande de dados na busca de atribuir significado a eles e torná-los informações úteis, para implementar soluções que melhorem os resultados.

As melhorias inclusive, nada mais são que resultado do conhecimento posto em prática para resolver uma atividade ou um processo.

Não basta somente aderir a tecnologia para tratar e armazenas os dados, mas para alcançar resultados é fundamental ter análises efetivas para tomar decisões eficientes com o conhecimento obtido, e é este o papel do Data Driven.

A relação entre os termos é somente questão teórica, na prática são elementos do mesmo processo, pois empresas que já estão usando a tecnologia a ser favor para se adaptar ao Big Data também melhoram suas equipes para tomar decisões orientada por dados ou Data Driven.

Dados e os desafios para o B2B

O ambiente B2B já foi impactado com a regulação de dados imposta pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) que vigorou em agosto.

Somente essa questão já foi, e ainda tem o potencial de ser, dor de cabeça para algumas empresas que ainda não se adequaram.

Não somente na geração e tratamento, mas principalmente na interpretação desses dados.

Gerar dados é fácil, basta usar alguma aplicação tecnológica e pronto, uma enxurrada de dados serão gerados em pouco tempo.

Agora … entendê-los é outra história!

Por isso o tratamento e a interpretação, são partes fundamentais para auxiliar na tomada de decisão, que é o caso do Data Driven (orientação por dados).

O desafio é identificar os padrões, hábitos, tendências, perigos, riscos, preferências e todo e qualquer insight escondido entre os números e dados.

Não é necessário ser um cientista de dados para desvendar dados, mas olhar com carinho, atenção, criatividade, boa análise e projeção desses dados para transformá-los em informações úteis para a empresa.

Por isso é tão importante analisar os dados, sem falar que eles podem transformar-se em base de conhecimento para orientar decisões eficientes.

Lição do artigo!

Dados são gerados em volume intenso e massivo, portanto precisam de análise para causarem impacto na tomada decisão.

O papel das pessoas é determinante para identificar padrões, analisar, pensar criativamente e buscar suas vivências para gerar informações de valor que serão conhecimento e aí sim basear a tomada de decisão.

A Simplifica+ ajuda no tratamento de dados e, através do acesso de administrador, permite entender o comportamento do cliente através de dados analíticos de uso na plataforma ao invés de achismos.

Que saber mais sobre, fale com um especialista e tire suas dúvidas!

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